A perda de cabelo está intimamente ligada à baixa auto-estima
O cabelo está ligado à auto-estima e à segurança social. Uma avaliação qualitativa, feita em junho de 2007 pela Ipsos (multinacional francesa de pesquisas), ouviu mulheres e homens brasileiros para saber qual é o impacto dos cabelos na auto-estima dos entrevistados. Participaram quatro minigrupos das classes A e B, de 25 a 55 anos, todos usuários de medicamentos para queda de cabelos. O objetivo foi conhecer a relação das pessoas com os cabelos, o que mais as preocupa e o que a calvície representa no imaginário desse público.
As primeiras associações que homens e mulheres fazem com relação aos cabelos dizem respeito à beleza, vaidade, estética e cartão de visitas. Enquanto elas afirmaram que usam os cabelos para encantar, associando-os à sedução e sensualidade, eles já os consideram essenciais como forma de se apresentar. Para os homens, a preocupação com o estado do cabelo (corte e cor) e secundária. Importante é tê-lo e estar apresentável, segundo palavras dos próprios entrevistados.
As primeiras associações que homens e mulheres fazem com relação aos cabelos dizem respeito à beleza, vaidade, estética e cartão de visitas. Enquanto elas afirmaram que usam os cabelos para encantar, associando-os à sedução e sensualidade, eles já os consideram essenciais como forma de se apresentar. Para os homens, a preocupação com o estado do cabelo (corte e cor) e secundária. Importante é tê-lo e estar apresentável, segundo palavras dos próprios entrevistados.

Segundo o dermatologista Ademir Carvalho Leite Júnior, especialista em tricologia pela Associação Internacional dos Tricologistas e coordenador do Grupo de Apoio e Pesquisa em Calvície (Gapca), na maioria das vezes, a calvície é um limitante social. “Muitos pacientes têm dificuldade de se olhar no espelho e problemas de convivência no trabalho e nas relações afetivas, seja por baixa auto-estima ou por ser motivo de chacota”, comenta. No caso das mulheres, a queda de cabelo tem um impacto ainda maior. “Embora o problema atinja entre 10% a 20% delas e 50% a 55% dos homens, a calvície feminina envolve a beleza”, explica.
Entre as causas mais comuns de queda de cabelo a alopecia androgenética lidera as estatísticas. Como o próprio nome diz, a predisposição genética interfere drasticamente no crescimento dos fios. A calvície feminina está mais ligada a questões como estresse, dietas, cirurgias (especialmente as de redução de estômago) e alterações hormonais. Nos homens, está mais relacionada ao uso de determinados medicamentos, outras doenças e histórico familiar, além do estresse, que é comum aos dois gêneros.
No livro de Ademir Carvalho, É outono para meus cabelos, o autor relata histórias de calvície feminina. A relação da mulher com os cabelos é extremamente intensa, garante o especialista. “A gestante, ao sair do hospital, já coloca um lacinho na filha. Na adolescência, a menina faz escova, chapa e a relação com os cabelos se torna cada vez mais íntima. O homem já é mais relaxado, se preocupa com a aparência no trabalho, por exemplo, embora a queda dos cabelos também tenha um impacto psíquico forte”, afirma o especialista.
TRATAMENTO Um dos maiores erros apontados pelo dermatologista diz respeito ao tratamento. Os medicamentos mais usados atualmente são: a finasterida (oral) e duas loções tópicas – alfa-estradiol e minoxidil. Alguns pacientes apresentam efeitos colaterais como redução no volume do esperma, disfunção erétil e diminuição do apetite sexual. Alguns estudos também avaliam a finasterida em mulheres. A droga não é indicada para mulheres que pretendem engravidar, porque pode haver prejuízo do feto.
Muitos pacientes não seguem a prescrição médica por buscarem resultados imediatos. “As pessoas acham que com três semanas vão notar diferenças e isso não ocorre. Os primeiros sinais de regressão da queda só ocorrem três a quatro meses depois. A partir daí é que os cabelos começam a crescer, mas é um processo lento, que exige paciência.”
Ademir Carvalho explica que a descontinuidade no uso de medicamentos e posterior uso de uma segunda droga acaba por prejudicar a evolução do tratamento. “Alguns pacientes acham que, se em 15 dias, o remédio não funcionou, não fará mais efeito, o que não é verdade. Os resultados palpáveis muitas vezes são vistos num período de até seis meses.”
Entre as causas mais comuns de queda de cabelo a alopecia androgenética lidera as estatísticas. Como o próprio nome diz, a predisposição genética interfere drasticamente no crescimento dos fios. A calvície feminina está mais ligada a questões como estresse, dietas, cirurgias (especialmente as de redução de estômago) e alterações hormonais. Nos homens, está mais relacionada ao uso de determinados medicamentos, outras doenças e histórico familiar, além do estresse, que é comum aos dois gêneros.
No livro de Ademir Carvalho, É outono para meus cabelos, o autor relata histórias de calvície feminina. A relação da mulher com os cabelos é extremamente intensa, garante o especialista. “A gestante, ao sair do hospital, já coloca um lacinho na filha. Na adolescência, a menina faz escova, chapa e a relação com os cabelos se torna cada vez mais íntima. O homem já é mais relaxado, se preocupa com a aparência no trabalho, por exemplo, embora a queda dos cabelos também tenha um impacto psíquico forte”, afirma o especialista.
TRATAMENTO Um dos maiores erros apontados pelo dermatologista diz respeito ao tratamento. Os medicamentos mais usados atualmente são: a finasterida (oral) e duas loções tópicas – alfa-estradiol e minoxidil. Alguns pacientes apresentam efeitos colaterais como redução no volume do esperma, disfunção erétil e diminuição do apetite sexual. Alguns estudos também avaliam a finasterida em mulheres. A droga não é indicada para mulheres que pretendem engravidar, porque pode haver prejuízo do feto.
Muitos pacientes não seguem a prescrição médica por buscarem resultados imediatos. “As pessoas acham que com três semanas vão notar diferenças e isso não ocorre. Os primeiros sinais de regressão da queda só ocorrem três a quatro meses depois. A partir daí é que os cabelos começam a crescer, mas é um processo lento, que exige paciência.”
Ademir Carvalho explica que a descontinuidade no uso de medicamentos e posterior uso de uma segunda droga acaba por prejudicar a evolução do tratamento. “Alguns pacientes acham que, se em 15 dias, o remédio não funcionou, não fará mais efeito, o que não é verdade. Os resultados palpáveis muitas vezes são vistos num período de até seis meses.”
Ellen Cristie

